NEM UM DIA: A NOSTALGIA DO AMOR PRÓPRIO
Eu escrevi abertamente sobre minha situação romântica atual. Ou a falta dela… E estava sem papas na língua naquele dia. Cansada emocionalmente e frustrada com a realidade ao meu redor, eu desaguei sobre o tema com tanta fúria reprimida que me permiti o uso de palavrão e o desapego do meu puritanismo temático quando o assunto é minha vida pessoal. E não me arrependo. Talvez eu tivesse que ter tentado ser um pouco mais poética, mas ainda assim não me arrependo em nada. Era necessário tal ato impensado em desabafo. O único problema foi o mar de pessoas ao meu redor concluindo isso ou aquilo sobre a necessidade de tudo ter sido escrito como foi. Pessoas do meu convívio – e algumas nem tanto –, decidiram que poderiam dizer que eu “expus demais a minha vida” e “assumi minha inveja”. Em partes sim, em partes não. Mas o que ninguém que leu aquele texto perguntou foi: como você estava se sentindo quando jogou aquilo no mundo? Exceto Djavan. Ele, pouco antes de eu nascer, deixou essa perg...


