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A DISSOCIAÇÃO: 29 ANOS DE PESO

Peguei um livro emprestado na biblioteca, e ele se chama “A dissociação”. Francês, para me lembrar que aprendi esse língua e que, em muitos momentos, foi ela quem me salvou da dor da permanência na vida. Falar francês salva, eu descobri… Mas não é isso que me comove no livro. O livro em si é só um detalhe que me fez pensar no quanto eu dissocio, e em quando descobri que isso não era normal. Novamente: a mágica de ser uma estranha dentro da multidão. A escola não foi simpática. Eu tinha 10 anos, estava parada no começo da fila (eu ficava na frente porque era a mais baixa da sala e queria sumir por ser mais de 10 centímetros menor do que a segunda da fila), no fim do intervalo. A professora nos organizava em duas filas indianas para voltar para a classe. Na das meninas, eu ficava na frente, sempre no mesmo ponto do pátio. Meu lugar era entre os dois quadrados coloridos do chão, as pontas dos pés alinhadas na depressão do piso que marcava o fim do quadrado azul claro e o começo do azul es...

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